2010
DEZ.NOV.OUT.SET.AGO.JUL.JUN.MAI.ABR.MAR.FEV.JAN.
2009
DEZ.NOV.OUT.SET.AGO.
Transformar o bla, bla, bla em ação. Essa é uma das metas ambientais para 2010
“Se não há mudança de comportamento humano, não existe melhora...” (Carlos Leite)
O final do segundo semestre de 2009 se aproxima. Isso não quer dizer que todas as atividades iniciadas durante todo o ano também se concluam, principalmente, quando se pensa naquelas que implicam conscientização e mudança de comportamento (uma prática que deve ser presente quando pensamos na escola e no ato de educar). Isso é o que ocorre com os alunos do 1º ano do Ensino Médio que iniciaram durante esse ano, junto a diversas disciplinas, um importante trabalho voltado à questão ambiental. Até mesmo o estudo de meio feito para a região de Ilha Grande (RJ) pôde contribuir como fonte de pesquisa e de trabalho empírico para a proposta de gestão ambiental da própria escola, que essa turma prepara.
Depois de realizar uma auditoria ambiental na escola, quantificar consumos de energia, água, papel e plásticos, analisar os descartes e a destinação do lixo essa mesma turma pôde conversar com vários especialistas na questão ambiental. Estiveram presentes no colégio, Mônica Borba, que além de ser mãe de alunos do Colégio São Domingos, é pedagoga, fundadora e coordenadora do Instituto de Educação e Pesquisa Ambiental 5 Elementos, o sociólogo e ambientalista (e também pai de aluno do colégio) Hernani Lotufo Junior e Carlos Leite professor da faculdade de arquitetura da Universidade Mackenzie e também professor do curso de MBA em gestão ambiental da FEA USP.
Os convidados vieram contribuir para qualificar a análise feita pelos alunos e as propostas de soluções por eles levantadas. Assumir uma postura responsável e pró-ativa quanto aos dejetos produzidos diariamente, pensar antes de jogar o papel ou a lata de refrigerante em qualquer lugar foi apenas um dos pontos levantados nas discussões.
Os convidados salientaram que o principal caminho para se conseguir ter de fato uma escola sustentável refere-se ao comportamento. As pessoas que convivem dentro do colégio devem ter o envolvimento com a questão ambiental, pois “se não há mudança de comportamento humano, não existe melhora...”
Contrário ao que muitas pessoas possam imaginar, preocupar-se e defender a qualidade do meio ambiente não é de maneira alguma retroceder ou ir contra ao progresso. Mas encontrar fórmulas para o não desperdício para uma busca contínua de uma linha sustentável de agir.
Desse processo, os jovens saíram conscientizados de que todos os problemas ambientais que temos hoje são decorrentes da falta de rigor e do uso desmedido de recursos, como por exemplo, o que acontece com a água. Os convidados esclareceram que conversas como as que aconteceram não têm o objetivo de fazer com que as pessoas se sintam culpadas. Claro que a espécie humana irá sempre procurar o conforto a praticidade, mas é necessário buscar o uso sustentável de todos esses recursos. Devemos nos esforçar, o mínimo que seja, para garantir que outras gerações tenham o mesmo ou um melhor acesso a todos os recursos naturais.
Outra questão que esteve em pauta foi a respeito da ausência de políticas públicas que visem oferecer um destino mais adequado aos resíduos sólidos e a falta de responsabilidade social que a própria indústria tem dos produtos por ela comercializados, oferece aos resíduos e embalagens gerados após o consumo. Um dos principais desafios propostos durante a conversa refere-se à conduta que todos os alunos inseridos no projeto devem ter em relação a novas atitudes não só no ambiente escolar, como também em suas casas e em outros locais.
Kelly Cristina Lopes