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17/05/2010 - Clássicos do cinema inspiram debates sobre Modernidade e Contemporaneidade
Dia 06 de maio, após assistirem ao clássico do cinema Drácula de Bram Stoker (1992), dirigido por Francis Ford Coppola, os alunos da 3ª série do Ensino Médio foram convidados a participar de um debate multidisciplinar – com o professor Trovão (História), o professor Nílson (Literatura) e o professor Roosevelt (Química) –, a respeito dos paradigmas e paradoxos da modernidade e da contemporaneidade.
O contexto do fim do século XIX, a homenagem que Coppola fez ao cinema expressionista e ao cinematógrafo, as personagens lutando contra as forças do oculto, do primitivo e da natureza – simbolizadas na figura de um Nosferatu que foge ao controle da racionalidade científica moderna – e os cenários do filme – a Londres vitoriana de 1897 e a Romênia arcaica, impregnada de superstições e misticismo – serviram como os principais disparadores da discussões.
Fomentada pela era industrial e pelo pensamento racional, parecia que a sociedade vitoriana - no filme, no livro ou na realidade de fin-de-siècle – não ofereceria mais espaço para as antiquadas superstições, misticismos e crendices populares, no entanto o que se constata é o contrário: nos bastidores da modernidade ainda havia uma forte atração pela decadência, pelo mórbido, pelo exótico e pelo oculto, e o interesse pelas últimas descobertas científicas dividia o palco com a curiosidade quanto às tradicionais crenças pelo sobrenatural – inclusive com o retorno dos estudos de ocultismo e de fraternidades místicas como a Golden Dawn, da qual Stoker fazia parte.
Foi na dicotomia representada pela racionalidade versus irracionalidade, pela objetividade versus subjetividade, pela vida pública versus vida privada, pela modernidade versus tradição, pela ciência versus misticismo, pela Londres moderna versus Romênia arcaica, que se centrou o foco das discussões.
No término do debate, os professores solicitaram aos alunos que produzissem ensaios ou artigos científicos relacionando os paradigmas e paradoxos da modernidade com os da contemporaneidade. A avaliação dos trabalhos também será feita de modo multidisciplinar.
Os próximos debates - bimestrais - terão como disparadores os filmes Blade Runner (1982), dirigido por Ridley Scott, e Avatar (2009), dirigido por James Cameron, e outros professores participarão das discussões e das atividades.