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2010
DEZ.NOV.OUT.SET.AGO.JUL.JUN.MAI.ABR.MAR.FEV.JAN.

2009
DEZ.NOV.OUT.SET.AGO.



Um novo olhar sobre a luz

A multiplicidade de conhecimentos que permeiam uma sala de aula é a forte e talvez mais marcante característica do universo escolar. Subjetivo o aprendizado que ocorre de diferentes e variadas maneiras, ganha notoriedade quando passa de um estado teórico, muitas vezes, abstrato e se apresenta de uma nova forma ou ganha um novo olhar. Com o objetivo de concretizar alguns daqueles procedimentos apresentados nas aulas de matemática é que os sétimos anos do colégio elaboraram recentemente uma coleção de luminárias.

A aparente simplicidade das formas trazem consigo horas de dedicação é um árduo trabalho. Mesmo as peças, cujas formas se aproximam mais com as encontradas em lojas de decoração ganharam toques especiais. A proposta partiu da professora Rita, responsável pela disciplina de matemática dos sextos e sétimos anos. A elaboração do projeto foi o primeiro passo. A professora comenta que, “ao fazer um projeto você deve perseverar até a sua concretização, sem desistir ou desanimar a cada obstáculo, como por exemplo, o material escolhido pode não responder as expectativas. É importante ter uma meta e buscar meios de atingi-la”.

A atividade englobou vários ramificações do conhecimento. Iniciou-se com aula expositiva, na lousa, com os conceitos geométricos, planificações e construções de prismas, cilindros, cones, dodecaedros e icosaedros e outras formas espaciais não convencionais.

Num segundo momento os alunos passaram a pensar em possíveis modelos de luminárias feitas a partir desses mesmos conceitos geométricos. Lápis e papel na mão e a proposta era a de concretizar o pensamento. A idéia obtida anteriormente foi desenhada pelos alunos e analisada juntamente com a professora para ver a possibilidade de ser ou não viabilizada.
Os alunos partiram para o trabalho de campo. Sozinhos, em dupla ou em trios estiveram em lojas de materiais elétricos. A aquisição de todos os itens para o desenvolvimento do objeto proposto também fazia parte do trabalho. Nada da lista poderia ser esquecido, caso contrário, o resultado final se comprometeria.

Enfim o momento de iniciar a construção das luminárias. E agora? Só pelas fisionomias é possível notar um pouco de insegurança, já que não é comum para a maioria dos alunos dessa turma manusear ferramentas , serras, furadeiras, canos, lixas, fios, soquetes, chaves de fenda , interruptores, entre outros. Ansiedade e agitação deram lugar a inúmeras dúvidas, “Rita de cá... e Rita de lá...”. A professora foi solicitada por todos. Sempre surgia um problema “aparentemente” de difícil solução.

Por incrível que pareça na parte elétrica, raros foram os casos de insucesso. Os ocorridos, imediatamente, passaram por reparos. Apertar parafusos, desencapar fiação, testar lâmpadas. Além da instalação elétrica a parte de designer também exigiu dedicação e um enorme trabalho. Mesmo para aqueles que não possuíam nenhuma familiaridade com as ferramentas a tarefa flui naturalmente. Outros enfrentaram um verdadeiro teste de paciência e determinação. As pontas da estrela de acetado descolavam - se a todo instante. Que trabalho! Depois de várias tentativas a aluna descobriu que costuradas com arame ficariam melhor. Neste momento a cooperação dos colegas foi muito importante. Alías, cooperação, é a palavra chave desse trabalho.

Pouco a pouco as bailarinas iluminadas que tinham pernas de canudinho receberam charmosas saias. Sutis mensagens de harmonia, paz e amizade boradas manualmente com linhas coloridas tornavam as luminárias de caixinha preta com bolinhas brancas ainda mais delicadas.

A peça revestida com tecido e cheia de corações com estampa floral ficou com um estilo bem romântico. Outras ganharam design e acabamentos mais modernos, como aconteceu com a caixa de vinho que após algumas modificações e de receber tinta spray preta e prata ficou bem arrojada. A maioria das luminárias desenvolvidas seguiu o padrão convencional. Algumas exceções, como no caso do aluno do sétimo ano que buscou inspiração em uma pesquisa feita na internet e desenvolveu uma luminária com formato de um vírus. Como a produção foi toda manual, não thá nenhuma luminária igual. Mesmo as luminárias que deveriam ser iguais, no caso dos alunos que realizaram a atividade em dupla, ficaram diferentes na cor, ou em outro detalhe do acabamento.


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