Séries finais

Entre o 6 º e o 8º ano, a base curricular é formulada de maneira que os alunos conheçam a estrutura disciplinar em que se encontra organizado o conhecimento acadêmico. Desta forma, os alunos entram em contato com um novo tipo de organização escolar: as diferentes disciplinas são trabalhadas por professores especialistas, o que propicia um aprofundamento conceitual. 

A ampliação do número de professores nesse estágio da escolaridade possibilita o acesso a um universo maior de informações científicas e culturais, a uma experimentação variada de propostas e estratégias de trabalho (investigação, sistematização, aplicação/apresentação), além de proporcionar maior variedade de observações sobre o desenvolvimento dos alunos, ampliação de olhares, leituras, interferências, o que aumenta também a dinâmica relacional dos estudantes com a referência adulta.

Entretanto, essa abordagem disciplinar não é exclusiva. Com o objetivo de apresentar objetos de estudo sob óticas múltiplas, o corpo docente também se articula em projetos interdisciplinares e em investigações monitoradas. A idéia é não apresentar o conhecimento de forma tão compartimentada e instigar os alunos a elaborar perguntas, levantar hipóteses e estabelecer relações mais sofisticadas entre conceitos, aprendizagens e vivências (não só na escola, mas no contexto sócio cultural do qual fazem parte).

Outro aspecto que apresenta uma nova dimensão é a forma dos alunos relacionar-se com os outros e com o mundo. A “turma da escola” é, nesse momento, uma forte referência, fonte de identificação e apoio, e a escola constitui-se cada vez mais em um importante espaço de socialização. É no cotidiano escolar que nossos alunos adolescentes exercitam o viver no coletivo. A escola trabalha essas questões não só no seu cotidiano ordinário, mas também em momentos planejados pela coordenação e professores com essa intencionalidade.

O ensino de Filosofia, desde o 6º ano, é parte das posturas educacionais assumidas pela escola. Refletir sobre a produção do conhecimento filosófico e científico em contextos e tempos diversos é importante para fundamentar a noção de provisoriedade dos modelos explicativos e das verdades deles derivadas.

Os potenciais de expressão individual e coletiva ganham espaço nos cursos de artes plásticas e cênicas. Eles são núcleos de trabalho com outras linguagens e ampliação de repertório estético, de apropriação de técnicas e de vivências corporais.

Nossos alunos

Os alunos e alunas, pré adolescentes e adolescentes, estabelecem com o conhecimento acadêmico uma relação bastante particular de acordo com uma  subjetividade construída cotidianamente a partir de referencias variadas. Assim, trabalhamos na perspectiva de construção da autonomia dos alunos e na busca de uma postura propositiva, a partir dos princípios norteadores do trabalho da escola: produção coletiva de conhecimentos e ações,  afirmação plena das diversidade; exercício ético frente a tomadas de decisão,  diálogo para a solução de conflitos e  criatividade dos fazeres pedagógicos.

É com esse intuito que os educadores motivam nossos alunos para a aventura do conhecimento, seus desafios, conquistas e relações,  incentivando uma postura investigativa para construção dos conhecimentos, o que permite uma maior contextualização e problematização dos saberes construídos.

Para que isto seja possível é preciso uma disponibilidade de abertura para o outro, para o encontro, o investigar novas possibilidades, a partilha de saberes, a vivência de experiências, a construção conjunta, o estabelecimento e construção de uma rede de relações, trabalhando assim outro principio delineado por nossa comunidade: o desenvolvimento da cooperação. 

Nossos educadores 

São profissionais que constituem um grupo de trabalho, que vivencia e proporciona experiências enriquecedoras, desafiadoras e gratificantes para todos os envolvidos. A proposta é  comprometer os alunos com a aprendizagem na medida em que são convidados a protagonizar esse processo. A construção de um ensino participativo, que possibilite aos alunos a percepção de que são agentes da sua aprendizagem. Para tanto, a construção de um clima de interação cooperativa  na sala de aula é fundamental bem como de desafios para que os alunos se sintam motivados a participar, se expressar de maneira reflexiva e propositiva.

Os educadores do colégio exercitam seu lado investigador não só na medida em que “provocam” seus alunos a elaborarem boas perguntas e se debruçarem sobre as mesmas, mas em seu próprio espaço de formação e estudo.

Construir com a classe uma metodologia de pesquisa que coloca o grupo em ação e propicia que estes se tornem cada vez mais responsáveis e autônomos é uma meta a ser perseguida. Para isso, além de trabalhar com conteúdos conceituais consagrados de forma significativa, atuam de forma a  problematizar e construir diferentes formas de estudar, pesquisar, registrar (conteúdos procedimentais relevantes para o estudo). Os conteúdos atitudinais como: atuar no espaço coletivo, reagir frente aos desafios, lidar com as contradições, os diferentes pontos de vista, são trabalhados cotidianamente enaltecendo o caráter enriquecedor do coletivo da sala de aula e o quanto as diferenças ampliam concepções e nos apresentam novos olhares e possibilidades de atuação. 

Proposta pedagógica nas práticas do Fundamental II

Alguns pontos já apresentados na proposta do colégio ganham um caráter especial neste segmento.

A investigação se faz presente desde a preocupação com a elaboração de “boas” perguntas, passando pelas diferentes etapas da pesquisa: escolha de fontes, coleta das informações, organização das mesmas, levantamento de hipóteses, estabelecimento de relações, conclusões, chegando a apresentação dos resultados obtidos.

A socialização das conquistas, das informações é um importante instrumento de trabalho no qual estamos investindo. Ou seja, para além de construir conhecimento, possibilitá-lo é preciso também que o coloquemos a disposição de outros,  que o partilhemos.

A vida em grupo, o espaço e importância do indivíduo no coletivo,  um trabalho cotidiano com posturas, atitudes e movimentos em sala de aula, bem como a construção de trabalhos em grupo, é alvo de atenção da equipe de educadores na medida em que um dos princípios da escola é que o conhecimento, a aprendizagem se faz no enredamento de saberes, posturas, fazeres. Nessa perspectiva, o trabalho com um grupo reduzido de alunos, classes de no máximo 25 alunos, faz com que o ambiente de sala de aula seja bastante promissor.

Avaliação formativa

Apresentar o processo de avaliação é falar de uma concepção de mundo, do ato de educar. Ao falar de avaliação refletimos sobre o que é aprendizagem, sobre o processo de ensino e aprendizagem (processo educativo).

A avaliação dos conhecimentos, habilidades, competências é feita no cotidiano, procuramos torná-la eficaz naquilo a que se propõe: a melhora do processo educativo.

Ao avaliar organizamos saberes e retomamos nossas metas, uma boa avaliação possibilita um novo olhar, um diagnóstico que nos permite caminhar. Aliar a prática pedagógica ao processo avaliativo pode não ser a única forma de evitar o fracasso escolar, mas é a possibilidade de tornar a avaliação significativa.

Desta forma, a avaliação no CSD é processual, inclui o trabalho com  diferentes competências, procedimentos, conteúdos. Ela ocorre cotidianamente no olhar apurado dos professores e colegas, nas devolutivas dadas, nas revisões feitas pelos próprios alunos e também inclui momentos específicos, de sistematização das aprendizagens:  valiações bimestrais que exigem gradativamente uma disciplina de estudos, organização e tempo de concentração. Esse processo avaliativo permite um diagnóstico do processo de aprendizagem feito tanto pelo aluno, como pelo professor, permitindo que refaçam percursos, retomem conceitos, atuando de maneira formativa a serviço da aprendizagem. Para isso não só os momentos de avaliação são múltiplos, também os instrumentos utilizados: cadernos, tarefas, provas, participação em classe, apresentação de trabalhos, são todos instrumentos que compõem a planilha do processo do aluno e buscam propiciar a aprendizagem de diferentes habilidades e conteúdos. Os dados da planilha, uma auto avaliação do aluno de seu processo, compõem a menção bimestral expressa no boletim encaminhado as famílias.

Este processo prevê que as aprendizagens passam por momentos distintos em que a revisão de conteúdos e procedimentos é prevista como parte do processo. Temos destacado ainda outros momentos para retomada do processo: Recuperação continua na própria sala de aula, com atividades que recapitulam e sistematizam conteúdos   e a Recuperação paralela que ocorre no horário inverso das aulas normais, momento em que trabalhamos com um grupo de alunos ainda menor focado nas necessidades mais especificas.

Encontros com os familiares também compõem esse processo, momento no qual trocamos experiências e traçamos juntos novas estratégias de ação que possibilitem que as aprendizagens caminhem.

Com este processo buscamos praticar no CSD uma avaliação diagnóstica, mediadora e formativa  desde sua concepção, passando pelos instrumentos utilizados e nas menções qualitativas bimestrais.

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