Festa Junina 2016

 

Festejo no Cruzamento 

É largo o domínio da Memória. O vivido, o que se imaginou vivido e um sem número de esquecimentos requerem largueza e circunscrição. Esses ingredientes povoam  a tradição que herdamos. Já a travessa Horizontes é plena de meandros, bifurcações, possibilidades. Esses descaminhos abrem perspectivas para sonhos e renovação. No cruzamento do largo com a travessa propomos a mistura de passados e devires, tradição e invenção, hábitos e inovação. Festejamos o fato de que essas vias são de mão dupla em nossa escola e o trânsito nesse cruzamento é livre. Daí tiramos o  mote para a Festa Junina do CSD em 2016: Festejos no cruzamento. Venha misturar-se conosco nessa festança!


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Festa Junina 2015

"Pr'a balançar o coreto"

Esse foi o tema da nossa festa este ano. Ele faz referência à praça pública de vilarejos – da memória ou do imaginário –, lugar de encontros, apresentações e festividades. No centro da praça, o coreto comporta o coro, o canto, o encantamento e a poesia.

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Festa Junina 2014

Cuscuz, macedônias e pensamento bailarino

“Isto é mais que uma festa!”

Amigos da gastronomia sabem que macedônia é uma combinação que harmoniza frutas ou legumes diversos em soluções deliciosamente surpreendentes.

Articular as diferenças é o maior desafio contemporâneo. 

Se foram os portugueses que trouxeram ao Brasil a tradição europeia da festa da colheita, é no CSD que a festa junina vira uma macedônia de sentidos e expressa mais que um evento.

Nada forçado. É do propósito educativo de orquestrar diversidades de forma original que nascem todas as atividades em nossa escola. Exercício de curadoria permanente. Operoso, zeloso e prazeroso.

Conhecimento ou é coisa viva ou vira adereço sem porquês. Há que se botar o pensamento a bailar.

Para essa festa, colhemos brincadeiras e as tornamos coreografia, apanhamos histórias medievais e as transformamos em brincadeiras, subsumimos tarsilas em narrativas mirins sobre cucas e outros bichos, das justas de cavaleiros fazemos um balé que cita os jovens de maio de 68 na Primavera de Praga e a Revolução dos Cravos que balançaram autoritarismos opondo flores às armas, furtamos dos salões as danças renascentistas e as subvertemos em cirandas, como a das mulheres pernambucanas que dançavam e cantavam na esperança de que seus homens retornassem do mar. Na rede, veio de lá também o maracatu que juntou adolescentes e crianças na batida que se infiltra na pulsação até dos mais sisudos. Só ficou de fora quem resistiu com todas as forças e vergonhas às chamadas para fazer parte do carnavaléco ao final de cada apresentação – encarnação da tela de Brueghel, em que brincam numa aldeia crianças, moços e velhos indistintamente envolvidos. Mas nem nessa comunidade medieval representada pelo pintor houve quadrilha com mais de cem pares formados na ocasião e dançando espontaneamente.

Sabe-se lá, mas pelo jeito estamos a produzir coisa incomum.

Macedônia é uma imagem colhida da culinária, mas antes foi ponto de referência da fusão original de culturas que acabou por difundir o helenismo e todas suas riquezas culturais pelo mundo afora. Alexandre, o Mega, teve seu papel nisso tudo.

Sem alexandres nem nada mega, talvez trilhemos no CSD experiência educativa que faça sentido, primeiro para nós mesmos, e, casualmente, para quem nela queira colher inspirações.

O sabor inigualável das macedônias depende do desejo dos degustadores de requintar paladares. Provar gostos improváveis. Abertura para a diferença!

“Isto é mais que uma festa!” – comentário colhido de uma criança ali presente. Gente que sabe dizer com muitos significados. E que soube curtir, saborosamente, o cuscuz paulista – espécie de macedônia combinada com farinha de milho e outras iguarias. Era um curumim kalapalo sentado à távola redonda aguardando nova rodada de escravos de Jó...

Silvio Barini Pinto

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