Mostra Cultural 2016

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Mostra Cultural 2015

Manoel de Barros lembra que escovar palavras corresponde ao gesto de poetizar. Já o João Cabral evoca a pedra como educadora. Nos convoca a frequentá-la, captar sua voz inenfática em busca de lições de moral, de poética, de economia. Pensamos que se juntarmos os lirismos de Manoel e João podemos representar melhor o que fazemos no CSD. Escovamos pedras. Sim, à carnadura concreta do conhecimento (e do real?) oferecemos as cerdas da escova de nossas inquietações, curiosidades. Essas matérias moles constituem nossas subjetividades. Não escovamos pedras para revelar a pureza delas. São impuras por natureza. Fazem-se de resíduos, detritos, acidentes, acumulação. Assim também a matéria bruta do conhecimento (e do real?). Quando nus, pedra e conhecimento apresentam suas camadas. Ao escová-­los não os livramos das sujidades para que revelem a verdade, acrescentamos com nosso ato, o mais possível, camadas de significação. Colocamos nas pedras/conhecimentos nossa pessoalidade. Amolecemos seus corpos frios. Convidamos, assim, a matéria bruta e concisa a habitar polidamente moldada a nossa alma. Doutro jeito, pedras não lecionariam nada...

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