O Ensino Fundamental compreende uma seqüência de 9 anos: 1º ao 5º (séries iniciais) e 6º ao 9º (séries finais).

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Séries iniciais

O trabalho nos primeiros anos é marcado pelos processos de aquisição da leitura e da escrita. Para essa tarefa são considerados os pressupostos do letramento, ou seja, a aprendizagem dessas habilidades está para além do simples esforço para que as crianças reconheçam alfabeto, algarismos e palavras ou desenvolvam motricidade para escrever. O ensino da leitura e da escrita está relacionado às leituras de mundo que os alunos são portadores e ao desenvolvimento de seus pensamentos. É dessa maneira que a aprendizagem se torna significativa, prazerosa e favorece a autoestima das crianças que percebem quanto seu repertório pessoal é importante no processo de apropriação de novas habilidades e de descobertas.

ssim, tanto os componentes curriculares quanto a forma como são propostas as atividades aos alunos nesse período são planejados para estimular o acesso a diferentes tipos de textos e de suportes (livros, revistas, tela etc), diferentes linguagens (inclusive numéricas) e relações com todos os campos de conhecimento.

Entre o 4º e 5º anos, o ensino ocupa-se progressivamente de uma maior sistematização dos conteúdos específicos de cada componente curricular, sem deixar de lado a curiosidade, a investigação e a construção de explicações provisórias. Conhecer e nomear estruturas que constituem modelos explicativos dos fenômenos naturais e sociais, expressar-se e operar numericamente, são algumas das finalidades propostas para essa fase.

Para que os alunos possam, cada vez mais, dar sentidos à aprendizagem, a utilização sistemática de instrumentos de registro é ensinada. A retomada dos percursos de aprendizagem a partir desses registros pessoais permite a reflexão sobre os conteúdos e processos. Disso surgem novas associações, dando origem também a questões originais e inquietações diante do conhecimento.

Todos os segmentos da escola realizam, conforme a conveniência didática, estudos circunstanciados em ambientes externos à escola. A proposta de sair a campo resulta de necessidades surgidas no desenvolvimento de algum tema ou projeto de investigação. São oportunidades de ressignificação de aprendizagens conceituais ou de levantamento de problemas que motivem novos investimentos de leitura e pesquisa.