O Ensino Fundamental compreende uma seqüência de 9 anos: 1º ao 5º (séries iniciais) e 6º ao 9º (séries finais).

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Séries finais

Entre o 6 º e o 9º ano, a base curricular é organizada de forma que os alunos conheçam a estrutura disciplinar em que se encontra organizado o conhecimento acadêmico. Desta forma, os alunos entram em contato com um novo tipo de organização escolar: as diferentes disciplinas são trabalhadas por professores especialistas, o que propicia um aprofundamento conceitual. A ampliação do número de professores nesse estágio da escolaridade possibilita o acesso a um universo maior de informações científicas e culturais, a uma experimentação variada de propostas e estratégias de trabalho (investigação, sistematização, aplicação/apresentação), além de proporcionar maior variedade de observações sobre o desenvolvimento dos alunos, ampliação de olhares, leituras, interferências, o que aumenta também a dinâmica relacional dos estudantes com a referência adulta.

Entretanto, essa abordagem disciplinar não é exclusiva. Com o objetivo de apresentar objetos de estudo sob óticas múltiplas, o corpo docente também se articula em projetos interdisciplinares e em investigações monitoradas. A idéia é não apresentar o conhecimento de forma tão compartimentada e instigar os alunos a elaborar perguntas, levantar hipóteses e estabelecer relações mais sofisticadas entre conceitos, aprendizagens e vivências (não só na escola, mas no contexto sócio cultural do qual fazem parte).

Outro aspecto que apresenta uma nova dimensão é a forma dos alunos relacionar-se com os outros e com o mundo. A “turma da escola” é, nesse momento, uma forte referência, fonte de identificação e apoio, e a escola constitui-se cada vez mais em um importante espaço de socialização. É no cotidiano escolar que nossos alunos adolescentes exercitam o viver no coletivo. A escola trabalha essas questões não só no seu cotidiano ordinário, mas também em momentos planejados pela coordenação e professores com essa intencionalidade.

O ensino de Filosofia, desde o 6º ano, é parte das posturas educacionais assumidas pela escola. Refletir sobre a produção do conhecimento filosófico e científico em contextos e tempos diversos é importante para fundamentar a noção de provisoriedade dos modelos explicativos e das verdades deles derivadas.

Os potenciais de expressão individual e coletiva ganham espaço nos cursos de artes plásticas e cênicas. Eles são núcleos de trabalho com outras linguagens e ampliação de repertório estético, de apropriação de técnicas e de vivências corporais.

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